Ninguém dá prendas ao Pai Natal

Os professores titulares do 1º ano de escolaridade, Maria Marques e António Serrano, em colaboração com a equipa da BE e com os alunos do 6ºA, Alexandre, Diana, João Santana, Mª Célia Gaspar e Rita Santos dramatizaram, na biblioteca da escola EB12, para todas as turmas do 1º ciclo, o conto de natal baseado na obra de Ana Saldanha “Ninguém dá prendas ao Pai Natal”. As sessões decorreram num ambiente de festa à volta da lareira do Pai Natal. No final da azáfama da distribuição dos presentes, o Pai Natal fez sentir a todos os meninos o valor da amizade, a melhor prenda para oferecer nesta quadra natalícia.

 

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GIL VICENTE NA ESCOLA 3/SEC. MARTINHO ÁRIAS

O Auto da Índia de Gil Vicente foi a peça que o curso de Animação nocturno levou à cena no dia 3 de Março de 2010, no Refeitório da nossa escola.

Algumas turmas (9º anos, 10ºE,CEF2RIC e EFA Ani diurno) tiveram a oportunidade de  contactar com um dos mais conhecidos autos deste dramaturgo, considerado o «pai do teatro português».

Homem sagaz e inteligente , Gil Vicente era um homem atento às realidades do seu tempo, sempre pronto a criticar os maus hábitos que corroíam a sociedade quinhentista. E fê-lo como ninguém, recorrendo frequentemente ao humor, pois é a rir que se corrigem os costumes ( «Ridendo Castigat Mores»).

O Auto da Índia é uma dessas peças intemporais de Gil Vicente e tem por tema uma das consequências das viagens dos descobrimentos: o adultério.
 Conta-nos a história de Constança, uma mulher com pouco amor pelo seu marido com quem está casada apenas por interesse, e que, vendo-se sozinha enquanto o marido viaja para a Índia, entretém-se com dois amantes, Juan de Zamora e Lemos.
  Para manter a situação controlada, conta com a cumplicidade, forçada, da sua empregada que bem tenta defender a moral do seu Senhor. Quando o marido regressa, Constança faz o papel de mulher saudosa que está feliz com a chegada do seu amado marido, mas isto tudo só porque ele volta carregado de riquezas.

O excelente desempenho dos actores contribuiu para prender os espectadores do princípio ao fim da peça. O cenário, o guarda-roupa, a sonoplastia foram cuidadosamente preparados e todo o trabalho do grupo demonstrou muito profissionalismo. Os actores divertiram e divertiram-se. E podemos dizer que o objectivo principal foi alcançado: os alunos sentiram que Gil Vicente é uma dramaturgo cheio de actualidade e de interesse.